Logótipo do Agrupamento de Escolas da Moita

Agrupamento de Escolas da Moita

Sede: Escola Secundária da Moita

A vila da Moita

A Moita foi construída no século XVII, a Igreja Matriz de N.ª Sr.ª da Boa Viagem conserva duas pinturas sobre madeira do período maneirista, altares de talha dourada e azulejos setecentistas onde se narra a vida da Virgem. No Salão Nobre dos Paços do Concelho, pode ver-se uma curiosa galeria de retratos dos reis de Portugal, executada nos finais do século XVIII. O núcleo histórico, com origem nos séculos XVI-XVII, é constituído por um conjunto de ruas estreitas, paralelas ao rio, e casas antigas de onde se destaca a porta manuelina na Travessa do Alferes-Mor. No campo do património industrial, a fábrica SOCORQUEX que, na década de 40, foi mais a importante unidade fabril na produção de aglomerados de cortiça, é hoje um imóvel de interesse histórico cuja memória o Município pretende conservar. Ligadas à actividade tradicional de transporte entre as duas margens do Tejo, o bote “Pombinha” e o varino “Boa Viagem”, embarcações típicas, são usadas para passeios ao longo do rio na época de Verão (informações na Câmara Municipal).

Monumento

Tradições

A Festa Brava é uma das maiores tradições da Moita, movimentando em seu torno tertúlias e grupos de aficionados. As corridas de touros e as largadas no centro da vila são, por si só, autênticas festas populares que atraem milhares de visitantes que aqui vêem para participar nestes momentos de alegria e de cor. As largadas e corridas diárias são também um dos principais atractivos da Festa de N.ª Sr.ª da Boa Viagem que se realiza em Setembro, a par de imponente procissão que os pescadores e fragateiros fazem à sua padroeira, do concurso de barcos engalanados no cais, da feira franca, dos arrais, do folclore e do fogo de artifício. Esta festa é hoje a que tem maior projecção dentro do concelho e é uma das mais importantes da margem Sul do Tejo. Remonta, provavelmente, ao fim do século XVII, sendo nos nossos dias uma síntese entre as festividades religiosas e profanas, marítimas e rurais. As celebrações religiosas marítimas centram-se, sobretudo, no primeiro Domingo das festas, com a procissão, bênção das embarcações e cortejo de Barcos tradicionais do Tejo, onde se incluem, para além das embarcações “A Pombinha” e o “Boa Viagem”, catraios de todo o concelho, de Alcochete, Montijo, Barreiro, etc. O lado profano e rural tem na festa brava principal manifestação, pois no decorrer das festividades realizam-se largadas de toiros, sendo certo que as suas corridas são consideradas das mais importantes do país.

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